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Joia Carioca


Joia relapidada no Jardim Botânico

Aideia era passear pelo Jardim Botânico (o jardim) e seguir a pé para o Leblon, a fim de conhecer um bar novo. O dia de inverno, os encontros casuais com pessoas queridas e a lembrança do jantar com amigos, na véspera, eram sinais de um finde perfeito. O que poderia dar errado? Tudo. Pois o tal bar tinha música ao vivo. Bar com música ao vivo é como filme dublado: não rola.

Sorte ter avistado, do busão, o novo Bar Joia. Ou melhor, o Joia Carioca, inaugurado sábado passado depois de uma reforma que durou duas míseras semanas. Aqui, cabe confessar: morei por quase 20 anos na área e nunca frequentei o Joia. Ia lá comprar cigarros ou para a concentração do Suvaco do Cristo. O Joia Carioca é resultado da venda do tradicional pé-sujo para empresários cearenses que sabem o que fazem. As arandelas, o mural moderno e os garçons eficientes não me deixam mentir.

A curiosidade não era só minha. Le tout Jardim Botânico (o bairro) estava lá, inclusive Geraldinho Carneiro e uma ex-vizinha, que não me reconheceu. Todos os comentários eram pró-reforma. Depois de um ótimo linguado com camarão (R$ 25) e uma correta caipivodca (R$ 10), fui obrigado a concordar.

O simpático garçom Raimundo me mostrou outra novidade: um sistema eletrônico para chamar o funcionário. Você aperta um botão, e o número da mesa que chama aparece num relógio no pulso do garçom. Gostei. Mas bom mesmo foi ver que o Joia Carioca manteve a alma de botequim. Que dure tanto quanto o predecessor.